Fazenda Ibicaba


O proprietário da fazenda, Senador Vergueiro, por iniciativa própria, após um ensaio em 1840 com um grupo de oitenta portugueses, trouxe para Ibicaba (então Município de Limeira), em 1846, cento e setenta e sete famílias de colonos suíços e alemães, para trabalharem no chamado Sistema de Parceria, onde a produção era dividida igualmente entre proprietário e parceiros (colonos). Isso ocorreu concomitantemente à utilização de mão-de-obra escrava, uma vez que a Ibicaba não se desfez de seus cativos.

Pelo sistema, os imigrantes comprometiam-se ainda a cuidar de um determinado número de pés de café, em troca de uma porcentagem do que fosse obtido quando da venda dos grãos. Era-lhes permitido o plantio de pequenas culturas de subsistência, partilhando, assim como o café, a produção com o proprietário das terras.

À época, a experiência não foi bem-sucedida: os colonos, liderados por Thomas Davatz, questionaram os valores de pesagem das sacas de café pelo Senador Vergueiro, bem como os critérios para a divisão dos lotes de terra. O forte descontentamento resultou num levante armado na fazenda, conhecido como Revolta dos Parceiros, que necessitou da intervenção de forças policiais para estabilizar a situação. A revolta resultou na proibição, pelos governos da Suíça e da Alemanha, da emigração para o Brasil e desgastou a imagem do Sistema de Parceria, causando a sua decadência. Outros problemas similares com o sistema foram registrados na região, o que levou ao seu abandono definitivo no final da década de 1850.

Face à decadência do Sistema de Parceria, a Fazenda Ibicaba investiu na compra de mais escravos, aumentando a sua produção. Ela foi, no período entre 1860 e 1870, a maior produtora de café do Brasil. Tinha, nessa época 1.250.000 pés plantados.

Em 1865 foi decretada a falência das empresas da família Vergueiro e, em 1890, a propriedade foi arrematada em hasta pública pelos irmãos Simão e José Levy, antigos colonos que haviam chegado à fazenda em 1857. Pagas as suas dívidas, or irmãos enriqueceram como banqueiros na cidade de Limeira. Sob a administração dos Levy, a Ibicaba reforçou a contratação de imigrantes italianos.

Com a criação do Município de Cordeirópolis, desmembrado do de Limeira a partir de 1948, as terras da fazenda passaram a integrar o novo município. Dividida em processos de herança, a fazenda, diminuída, foi vendida em 1975 a José Theodoro Carvalhaes.

Na década de 1990 começou a explorar o turismo histórico. Atualmente constitui-se num importante núcleo histórico formado pelas edificações da sua casa-grande, da senzala, dos terreiros e tulhas, aquedutos e outras dependências, integrando o conjunto de fazendas históricas da região.

 




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